Desde os primórdios da humanidade que os bichos sempre estiveram presentes no dia a dia da gente. Ainda na pré história, os povos usavam a pele dos animais como vestimentas e até na entrada das cavernas. Só anos mais tarde que os bichos entraram na moda de vez e permanecem até hoje. Mas nem sempre eles foram inspiração para as coleções, na verdade a primeira relação animal-moda foi na matéria-prima.
Na época da realeza, a pele dos animais era usada para a confecção de roupas por conta da característica térmica e também na decoração, principalmente tapetes. Assim, a pele se tornou sinônimo de riqueza e luxo.
Décadas mais tarde, os animais começaram a ter não só as peles valorizadas, mas servir de inspiração para formas, estampas e textura. Essa transforação do uso de matéria prima para a inspiração, foi exatamente o começo do chamado tendência "animal print".
Vale mencionar que apesar do ideais ambientalistas terem dificultado o uso de peles, ainda é comum o uso, principalmente do pelo e do couro de diversos animais como matéria prima de bolsas, calçados, cintos, carteiras e até pincel de maquiagem. Isso é porque, apesar das técnicas, ainda hoje a qualidade do couro original supera e muito o couro sintético. Uma bolsa de couro original tem qualidade e durabilidade muito maior do que uma sintética, enquanto a primeira dura anos com a mesma "cara de nova" (dependendo claro dos cuidados da dona), a segunda pode durar alguns meses (apesar de ser bem mais barata, se for para usar na diária, a durabilidade é muito inferior e dependendo da marca, a duração é ainda menor).
Dior foi a primeira marca a levar o "animal print" para as passarelas, nos anos 40, e a estampa de onça foi a primeira a ser trabalhada por esse estilista. Logo, a estampa deixou de ser usada apenas em roupas e começou a aparecer em bolsas e sapatos. Por isso, talvez, a oncinha se tornou um clássico.
Nas décadas seguintes o cinema ajudou a impulsionar o uso dessas estampas e nos anos 80 foi o ápice. O animal print não era mais usado apenas nas cores tradicionais, obedecendo de fato as cores dos animais. A inovação do mercado trouxe cores fortes para as estampas como o pink e o verde limão. Foi atribuído então, um conceito de ousadia e personalidade àqueles que usavam essas estampas.
Porém, na década de 90 houve uma reviravolta, a oncinha que antes era tida como algo de "perua" e luxo, começou a ser vista como algo vulgar. Assim, ela caiu em desuso e só voltou a reaparecer no anos 2000.
Apesar dos altos e baixos e os múltiplos significados para a estampa, é inegável que tornou-se atemporal, tendo seu uso ampliado para os mais diversos segmentos da moda e atendendo os mais variados públicos. É importante dizer que mesmo a oncinha sendo a principal estampa que lembramos quando se fala em animal print, ela não é a única, tem ainda zebra, girafa, cobra... e retomando ao uso do couro na confecção de bolsa, tem-se ainda couro de jacaré, boi, jumento e até rã.
Para finalizar, um pouco dos meus "animal print"
Décadas mais tarde, os animais começaram a ter não só as peles valorizadas, mas servir de inspiração para formas, estampas e textura. Essa transforação do uso de matéria prima para a inspiração, foi exatamente o começo do chamado tendência "animal print".
Vale mencionar que apesar do ideais ambientalistas terem dificultado o uso de peles, ainda é comum o uso, principalmente do pelo e do couro de diversos animais como matéria prima de bolsas, calçados, cintos, carteiras e até pincel de maquiagem. Isso é porque, apesar das técnicas, ainda hoje a qualidade do couro original supera e muito o couro sintético. Uma bolsa de couro original tem qualidade e durabilidade muito maior do que uma sintética, enquanto a primeira dura anos com a mesma "cara de nova" (dependendo claro dos cuidados da dona), a segunda pode durar alguns meses (apesar de ser bem mais barata, se for para usar na diária, a durabilidade é muito inferior e dependendo da marca, a duração é ainda menor).
Dior foi a primeira marca a levar o "animal print" para as passarelas, nos anos 40, e a estampa de onça foi a primeira a ser trabalhada por esse estilista. Logo, a estampa deixou de ser usada apenas em roupas e começou a aparecer em bolsas e sapatos. Por isso, talvez, a oncinha se tornou um clássico.
Nas décadas seguintes o cinema ajudou a impulsionar o uso dessas estampas e nos anos 80 foi o ápice. O animal print não era mais usado apenas nas cores tradicionais, obedecendo de fato as cores dos animais. A inovação do mercado trouxe cores fortes para as estampas como o pink e o verde limão. Foi atribuído então, um conceito de ousadia e personalidade àqueles que usavam essas estampas.
Porém, na década de 90 houve uma reviravolta, a oncinha que antes era tida como algo de "perua" e luxo, começou a ser vista como algo vulgar. Assim, ela caiu em desuso e só voltou a reaparecer no anos 2000.
Apesar dos altos e baixos e os múltiplos significados para a estampa, é inegável que tornou-se atemporal, tendo seu uso ampliado para os mais diversos segmentos da moda e atendendo os mais variados públicos. É importante dizer que mesmo a oncinha sendo a principal estampa que lembramos quando se fala em animal print, ela não é a única, tem ainda zebra, girafa, cobra... e retomando ao uso do couro na confecção de bolsa, tem-se ainda couro de jacaré, boi, jumento e até rã.
Para finalizar, um pouco dos meus "animal print"
Espero que tenham gostado e que se apaixonem por esse universo, assim como eu me apaixonei.
Ótimo dia!



Belo post linda! Seu blog é show.
ResponderExcluirwww blogdsaltoalto.blogspot.com