terça-feira, 16 de agosto de 2016

Curiosidade da moda das Noivas!

Oi meninas, blog mais uma vez repaginado. Gostaram da experiência? Adorei visitar o séc. XVIII e dividir com vocês todas as novidades e curiosidades da época. Tudo tão diferente dos dias atuais. Por isso, que história é uma das matérias mais importantes do curso, pelo menos, eu considero assim, principalmente porque como mostramos nas postagens finais, o passado continua a inspirar o presente, então é muito importante conhecer as peculiaridades de cada período para saber como melhor trabalhar, escolher se na coleção iremos trazer o tema de um modo mais sutil ou se vamos mergulhar de cabeça na máquina do tempo. 
Agora de volta ao nossos dias eu estou imersa em uma categoria que particularmente eu amo: CASAMENTO. Eu tenho muitas noivinhas perto de mim então tenho que ficar por dentro desse mundo. Pra fazer um link legal resolvi abordar hoje a história da moda das noivas, vocês vão se surpreender e até mexer com o romantismo de vocês. Então, vamos começar!!

VÉU
O véu era um costume na  Grécia antiga e  tinha vários objetivos relacionados a proteção (proteger a noiva do mal olhado, dos olhares de outros admiradores, proteger a pele do sol), símbolo de nobreza e riqueza (quanto mais longo o véu mais rica era a dama) e de pureza (ingenuidade, inocência e aparência angelical). Sem falar do ar de mistério.

BUQUÊ
O buquê começou a ser utilizado pelas mulheres da Idade Média. Na época elas costumavam a tomar banho 3 vezes ao ano e um deles era próximo do casamento, em torno de 1 mês ou 1 mês e meio antes da cerimônia, então para disfarçar o cheiro os palácios tinham muito jardins e elas carregavam buquês. Explicação nada romântica não é mesmo? kkkkk

VESTIDO BRANCO
A Rainha Vitória foi quem institui o uso do vestido branco nos casamentos pois a cor não era tão utilizada para casamentos na época,e tornou-se símbolo de pureza/virgindade, em 1840. Ela também lançou a moda de usar esses três elementos juntos: vestido branco, véu e buquê de flores brancas pequenas, e essa tradição se mantém até hoje.

Todavia hoje temos vestido de vários modelos, tamanhos, com véu e sem véu e os mais variados tipos de buquê. O branco não é obrigatório, mas muitas mulheres continuam com a tradição. 


Espero que tenham gostado. Depois conto mais sobre casamento! Até mais!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Curiosidades da Rainha Maria Antonieta

Rainha da Moda

A rainha era completamente apaixonada por Moda, mais do que amor, ouso dizer que era um vício. Ela nunca repetia os vestidos, chegava a comprar 300 vestidos por ano, por isso os gastos eram imensos chegando a um orçamento anual equivalente a 3,6 milhões de dólares em moeda atual, apenas para compra de roupas.
 400000 livres =* 16milhoes a 26milhoes de reais- preço estimado do enxoval de Maria Antonieta
2000 a 5000 livres -80mil a 325mil preço médio do guarda-roupa de um casal de nobres
13 livres – 520 a 845 roupas de um plebeu
Era tanto vestido que o guarda-roupa chegava a ocupar três quartos do palácio de Versalhes. Sem falar no volume exagerado dos vestidos. Em média era gasto 15 metros de tecidos para a confecção de um único vestido!  Por isso, que muitos diziam que a Rainha comprometia os cofres da realeza. Sem falar que ela foi a primeira a usar renda em suas produções e por ser um ícone da moda, isso gerou uma procura tão grande que a importação foi proibida para não comprometer a economia francesa.
Ainda sobre moda, sabiam que a rainha foi pioneira no uso de trajes de montaria. Ela adorava cavalgar pelos campos (o que chocou todo mundo tanto a corte quanto os plebeus) e para facilitar o esporte ela começou a usar calças, já que os vestidos eram bastante inadequados para os passeios.

Ah mas não foi só em relação a vestimentas que Maria Antonieta lançou moda. Léonard Autie seu coiffeur pessoal vivia inventando penteados espalhafatosos a mando dela, criando os Poufs (penteados-esculturas) que funcionavam da seguinte forma: o cabeleireiro montava uma estrutura de arame recoberta de lá, tecido ou outro material, prendendo na cabeça e disfarçando com cabelo emprestado da madame, firmando tudo isso com muita pomada e talco. Por cima vinha o tema, por exemplo, o Belle Poule . Claro que penteados tão altos assim, incomodavam as pessoas que andavam atrás da Rainha. No dia da coroação de Luis XVI, coitado de quem se sentou atrás dela, porque o penteado era tão alto que impedia qualquer possibilidade de visão. 

Rainha dos palcos

A rainha adorava os palcos. Desde pequena sentia encanto pela arte de atuar, por isso em 1780, o rei Luis XVI construiu para ela um palco particular no Palácio do Petit Trianon, no qual ela podia atuar como atriz ao lado de seus parentes formando a trupe dos nobres. Essa inovação caiu no gosto da nobreza, mas as apresentações não eram exatamente abertas ao público, a rainha distribuía alguns convites para pessoas de quem gostava, quebrando com os padrões da boa etiqueta.
Todavia, não era só nos palcos que ela gostava de fazer cena. Sempre envolvida em polêmicas, certa vez, conseguiu liberar a peça As Bodas de Fígaro, do seu dramaturgo favorito Pierre de Beaumarchais. O problema é porque a peça faz severas críticas a nobreza francesa, e por causa disso o dramaturgo foi preso por cinco dias. Mas não pense que ela se deu por vencida, ela ainda atuou outra peça dele O Barbeiro de Sevilha e o convidou para assistir sua apresentação no palácio. 

A Rainha e seus Romances

A rainha teve alguns romances que deram o que falar na França, como por exemplo, seu envolvimento com uma duquesa e seu noivado com Mozart. Aos 14 anos se casou com Luis XVI de Bourbon, e levaram sete anos para “consumar” o casamento. Não demorou muito para espalhar o boato de que a rainha era estéril. Além de um suposto caso extraconjugal com o sueco Conde Fersen.

Entre o Amor e o Ódio

A linha que separa o amor do ódio pela rainha é muito tênue. No início ela era muito adorada e admirada, sempre chamou a atenção e sua personalidade sempre lhe conferiu uma autenticidade pouco comum entre as mulheres da época. Contudo seus gastos exacerbados e escândalos sobre sua esterilidade contribuíram para que o amor se transformasse em ódio, chegando até ser considerada como uma traidora e morta na guilhotina, em 1793.

Decoração Rococó ainda em Voga

Se no vestuário o Rococó encontra-se atual, nos móveis, isso também é facilmente observado. Hoje em dia, presenciamos diversos estilos e materiais de mobiliários no mercado, e mesmo com essa variedade, há um que sempre esta em alta: o Estilo Luiz XV. Exemplares da época são encontrados nos melhores antiquários, porém se você procura apenas peças inspiradas nesse estilo, procurar lojas especializadas é um ótimo investimento para sua residência, já que se trata de um estilo clássico e que pode ser combinado com peças mais contemporâneas sem ficar over.

Fotos retirada do blog Luxe4home

Nas festas de casamento, batizados, formaturas e aniversários, podemos notar o quanto os decoradores e designers de ambientes estão transformando esses cenários em verdadeiros jardins suntuosos, tamanha é a quantidade de flores e folhagens utilizadas. O requinte e o conforto desses ambientes que reúnem pessoas com o intuito de celebrar a vida, lembra bem os bailes estilo rococó. Vemos muito dourado, móveis trabalhados, espelhos, peças de extremo bom gosto, porcelanas e pra casar ainda mais com esse estilo que nasceu na França, nota-se o predomínio do branco, do rosa, verde e azuis claros. Selecionei algumas decorações com muita riqueza de detalhes, lindas e inspiradoras: 



Espero que tenham gostado e até mais!

ROCOCÓ – UM ESTILO AINDA EM VOGA

Oi meninas! Nos últimos dias estivemos imersos na atmosfera do séc XVIII e mesmo tendo sido maravilhosa a experiência é hora de retornar ao nosso querido século XXI, até porque o Rococó não ficou esquecido no século XVIII, atualmente suas características estão bem presentes na decoração de casas, de festas e até nas roupas e acessórios. De fato, fica complicado seguir à risca toda a vestimenta da época, mas adequar o que o rococó tem de mais feminino, luminoso e sedutor esta super em voga! Alguns estilistas fazem uma viagem de volta a essa época e trazem inspirações belíssimas que podemos adaptar pro nosso dia a dia.
            O estilista brasileiro Samuel Cirnansck trouxe em sua coleção de verão 2009, a beleza e a decoração excessiva dos jardins franceses do século XVIII. Apresentando roupas com silhueta ajustada no busto e na cintura, deixando o volume por conta das saias. Lembrando os tons claros do Rococó, escolheu como cores principais os tons de bege e off-white, utilizando tecidos de tapeçaria, estampas de onça e tecidos adamascados. E não poderia esquecer dos bordados que remetem a riqueza de detalhes do rococó, trazendo cristais e pérolas, na maioria das peças de tule e de renda.

Fotos retiradas do site: http://ffw.com.br/desfiles/sao-paulo/verao-2009-rtw/samuel-cirnansck/1337/colecao/8/
Chanel também se rendeu ao Rococó e apresentou sua coleção Resort 2013.  Karl Lagerfeld apresentou uma Maria Antonieta mais moderna, preservando elementos característicos da época, como as cores pastéis, as pérolas, flores e bordados.
Fotos retiradas do site:  http://fashionheroines.blogspot.com.br/2012/05/inspiration-chanel-resort-2013-modern.html
    Antes de compartilhar com vocês inspirações mais fáceis de usar, separei três vestidos maravilhosos do estilista Elie Saab que simplesmente arrasa nos bordados e transforma em joias qualquer tecido. Vejam como as cores, a modelagem, estampa e bordados lembram o rococó. E são roupas atuais e, cada vez, mais comuns em casamentos e bailes de formatura por exemplo:

fotos retirada do site: http://www.lechodraui.com/elie-saab-2/

E como estamos falando em volumes, não poderia deixar esse post sem um vestido de noiva. Mais uma criação de Elie Saab, lembrando as anquinhas muito utilizadas no período só que em tamanho menor, dando um ar de princesa ao vestido:

Foto retirada do site: http://noivadeevase.com/zuhair-murad-alta-costura-outono-2015/

Aqui vão mais algumas inspirações pra entrar nesse clima do rococó, especialmente você que já adota looks bem femininos, sensuais, mas com esse ar bucólico e romântico:



Espero que tenham gostado e inspirem-se! 

A Rainha e o Ícone de Moda

De acordo com a pesquisadora americana Caroline Weber, autora de A Rainha da Moda: como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução, Antonieta "utilizava a moda como um instrumento político, como forma de aumentar ou sustentar sua autoridade em momentos em que ela aparecia estar sob riscos."
Foto retirada do site Pinterest
Era através da aparência, portanto, que Antonieta se mostrava soberana: acima de qualquer outra mulher na França. (...) Nunca antes uma rainha havia se mostrado glamourosa. Costumavam ser discretas. Antonieta ousou se impor na corte através do visual (com seus vestidos de festa, com amarrações nos quadris que mediam quase quatro metros de uma extremidade à outra, revestidos com
pedras preciosas e adornados com apliques, laços, rendas e peles.), e durante um bom tempo foi bastante admirada e imitada, como uma celebridade atual ou como Lady Diana no Reino Unido. Tornou-se a referência máxima em moda: era ela quem ditava as tendências em vestidos, penteados e maquiagem. E, era copiada pelas nobres de Versalhes de Paris e também pelas burguesas endinheiradas da época. 
(...)
Pouco tempo depois que a guilhotina cortou a versão sangrenta de um colar em seu pescoço, as mulheres bem nascidas em Paris passaram a atar fitas vermelhas em torno do pescoço como lembretes do que logo poderiam sofrer. Ou seja, até na morte a rainha afirmou um vínculo poderoso entre moda, morte e política.
Centenas de anos mais tarde, a rainha ainda influencia a moda, gerando incontáveis lucros. Seja por servir de inspiração para vitrines em grandes lojas (...) ou pela alusão direta `personagem histórica. 
Essa influência será trabalhada no próximo post.


Referência:
P Sant'Anna, LH Expressão. Maria Antonieta: conexões entre moda, cinema e negócios. Anagrama: Revista Científica Interdisciplinar da Graduação. 2011
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