quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Teresina Trend

Boa noite queridas, como prometido ontem fui conferir o primeiro dia do Teresina Trend e realmente foi uma noite e tanto. Quem vem acompanhando as novidades da moda nos últimos meses de fato não se surpreendeu muito, porque as lojas investiram no que já está em alta e não necessariamente algo inovador. Por exemplo, as franjas foram bem exploradas em bolsas, calçados e nos detalhes como no Kimono amarelo apresentado pela Youth. Falado um pouco mais das marcas, a Youth foi a que realmente me surpreendeu. Peças belíssimas que me deixaram  com vontade de sair do desfile e ir correndo na loja comprar (claro que vou fazer algumas comprinhas por lá no final de semana).
Outro desfile maravilhoso foi o da TVZ. A marca apresentou uma linha de festa com muito requinte e o charme ficou declarado por um grande detalhe: todas as modelos foram miss Piauí. Tinha até a Miss de 1997. Achei o máximo!
A Taco apostou na construção de looks utilizando somente o rosa, vermelho e o xadrez. Algumas variações mas que não se afastavam dessa paleta de cores, tanto no masculino quanto no feminino.
Não é exatamente uma crítica ruim, a ideia de padronizar uma roupa para destacar somente os acessórios é um recurso usado exaustivamente nas passarelas ao longo dos anos, no entanto acho que pelo menos mudar um pouco a cor padrão seria uma boa, algo mais pro cinza ou mesmo cores fechadas próximas do preto, sem ter que recorrer a mesma cor de sempre. Digo isso porque todas as lojas com enfoque em acessórios usaram a padronização de um look preto. Não questiono aqui as peças apresentadas, contudo acho importante comentar o que poucos notam. 
Voltando ao desfile e abrindo espaço para falar da organização. Como mencionei em postagens anteriores, no ano passado não fui prestigiar o evento, entretanto fazendo um paralelo com outros desfiles como Ecomoda e mesmo o Piauí Fashion Week que eu já assisti, a mudança na organização foi notável. A estrutura do palco, a banda na própria passarela, houve uma apresentação de dança do ventre em um breve intervalo, detalhes que tornaram o evento muito mais rico.
Não posso deixar de mencionar sobre o talk show que teve no início da noite. A "blogueira", porque na verdade ela só tem Instagran, foi a Loly e o bate papo abordou assuntos como diferença entre fast fashion e slow fashion, se ainda há preconceito quando se decide fazer moda, se de fato blogueira influencia outros jovens e quanto os inspiram, entre outros.
Um ponto me chamou a atenção porque comecei discordando da pergunta da entrevistadora, em resumo seria basicamente, se com o advento de tanta "moda rápida" (essas peças que meio que aparecem da noite para o dia e viram febre em pouco tempo) acaba desvalorizando a moda mais artesanal. Não acredito que isso ocorra de forma alguma. A valorização do artesanal é inquestionável. Primeiro porque cada peça é única, isso a torna especial. As pessoas gostam dos trabalhos feitos a mão. O problema é porque muitos quando ouvem falar isso, remetem a roupas feitas pelas avós sem muita modelagem mas com carinho em cada ponto. E não é bem isso ou pelo menos, não só isso. Não estou desvalorizando a blusa de crochê que sua mãe lhe presenteou ou a luvinha de tricô que você fez com todo carinho quando soube que estava grávida do seu primeiro filho. Artesanal é algo mais abrangente, principalmente se expandirmos ao mundo da moda como um todo.
Uma bolsa de praia de palha, uma blusa de tricô ou um vestido de crochê são peças riquíssimas, que exigem muito tempo e dedicação para serem feitas e por isso são tão caras. Um bordado, uma pedraria, uma pintura são detalhes realmente significantes. 
Outro questionamento que levanto aqui: Blogueira é profissão?
Acredito que depende do grau de influência e poder de convencimento que ela tem sobre os outros. De quanto é o impacto que ela causa ao usar isso ou aquilo. Depois dela usar as garotas ficam alvoroçadas para comprar também ou só encaram como mais uma dica do dia? Eu acho que exatamente isso determina até onde o Ser Blogueira deve ser levado em consideração. Quando uma marca investe muito em um rosto é porque sabe do enorme retorno que terá. Claro que há quem cobre preços exorbitantes por fotos, mas se a empresa paga ela sabe que seu produto terá uma maior repercussão se for aquela pessoa aparecendo na campanha do que teria se fosse outra.
Por fim, falando um pouco do preconceito no "cursando moda". Infelizmente ainda há sim olhares feios quando se diz, "Eu levo Moda a sério. Quero cursar Moda e viver de Moda!". É provável que no meio do caminho você vá encontrar um apoio, contudo vai ter que encarar muitos olhares de desaprovação, fora os que por trás quase que chamam de "Louca", principalmente se você decidi chutar o pau da barraca, largar a profissão e cursar Moda. Meio difícil alguém dizer, "É isso ai, você está certa". Não sei se em todo canto é assim ou mesmo no canto do mundo inteiro, mas nesse meu pedacinho de chão as coisas ainda são um tanto complicadas. Apesar que o curso virou modinha nos último tempos, o que verdadeiramente desaprovo. Moda é acima de tudo paixão, não pode ser banalizada só porque um belo dia acordou, olhou o céu e: "Acho que talvez eu goste de cursar moda". Como toda profissão tem suas dificuldades, ouso a dizer que em certos casos tem mais dificuldades do que muitas, então por favor, se for fazer que seja com consciência e não mais um para lotar a sala. Se as pessoas perceberem quanto é amplo esse mundo, divertido e sim, Sério, talvez respeitassem mais.

Desculpem pela falta de fotos, estava  concentrada no que os meus olhos e ouvidos pudessem registrar que esqueci de fazer registros mais reais.

Lembrando que hoje e amanhã ainda dá para conferir o Teresina Trend.

Beijos

Espero que tenham gostado

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...